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  • Foto do escritorDr. Marcos Devanir

Sinus Dérmico ou Seio Dermico




Definição


Seio dérmico (ou Sinus Dérmico) congênito é um canal de tecido escamoso e multicamadas que pode ser encontrado ao longo da linha média do corpo em qualquer lugar entre a ponte nasal e o cóccix. O trato (canal) pode terminar logo abaixo da superfície da pele ou estender-se a porções da medula espinhal, base do crânio ou cavidade nasal e dessa forma pode comunicar a parte externa da pele com porções mais internas do canal raquiano, da base do crânio ou outras regiões.


Sintomas


O seio dérmico espinhal pode aparecer como uma covinha (fosseta) ou seio (trato aberto), com ou sem pêlos, geralmente muito próximo da linha média, com abertura de apenas 1 a 2 milímetros. A pele circundante pode ser normal, pigmentada ou distorcida por uma massa subjacente.

Esses tratos são um caminho potencial para infecções dentro da dura-máter, a membrana externa resistente que cobre o cérebro, e podem resultar em meningite e/ou abscesso. O conteúdo do seio dérmico que causa meningite estéril (química) também pode irritar a pele.

Se o trato se expandir para o saco tecal (o saco que contém a medula espinhal) para formar um cisto, a massa pode ocasionar o que chamamos de medula presa, nessas circunstâncias pode ocorrer disfunção da bexiga.


Diagnóstico


Se o trato for visto após o nascimento, existe a possibilidade de realizar ultrasom da coluna lombo-sacra, mas se o ultrasom mostrar que existe a possibilidade do trato se comunica com o canal raquimedular ou que o cone medular está abaixo do nível de L1-L2, uma ressonância magnética deve ser realizada para confirmar o diagnóstico. As imagens da ressonância podem mostrar o trato e seu ponto de fixação. A ressonância magnética também mostra massas dentro do canal raquiano, como lipoma, detalhando também a posição do cone medular e do filum terminal.


Tratamento


Todos os seios dérmicos que tenham tratos que comunicam a pele com canal raquimedular devem ser removidos cirurgicamente, antes do desenvolvimento de sintomas neurológicos ou sinais de infecção.

Os resultados do tratamento após a infecção intradural nunca são tão bons como quando realizado antes da infecção, pois a infecção causa uma fibrose em volta das raízes e cone medular dificultando a cirurgia e comprometendo o resultado pós-operatório.

Os seios que terminam na ponta do cóccix raramente penetram na dura-máter e podem não precisar ser tratados, a menos que ocorra infecção local.

Quanto ao melhor momento de se realizar a cirurgia é algo que deve ser visto junto com o médico neurocirurgião.


Dr. Marcos Devanir Silva da Costa

Professor Afiliado do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia

Escola Paulista de Medicina - UNIFESP

Pós-Doutorado, Doutorado e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

Membro Ativo da Sociedade Brasileira de Neurocirugia Pediátrica

Membro Internacional do Congress of Neurological Surgeons

Membro da International Society for Pediatric Neurosurgery



Contato Consultório 11-9956285666 ou (11) 4933-8077

Rua Domingos de Morais, 2187 - 3o andar conjuntos 310/311

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