• Dr. Marcos Devanir

Zika vírus e Microcefalia. Entenda

Atualizado: 20 de Mar de 2018



Zica vírus e a microcefalia tem sido um tema de preocupação nacional e internacional. As recentes descobertas de que a infecção de mulheres grávidas pelo Zika vírus e sua associação com microcefalia tem causado muitas especulações e gerado muitos mitos.

    Vamos rever um breve histórico sobre o Zika vírus - esse vírus foi isolado em macacos na Floresta de Zika na Uganda  em 1947, seu primeiro relato de infecção no homem data de  1964, depois esse vírus espalhou-se para outros países da África e Ásia. Nas Américas, foi identificado pela primeira vez em 2014 na Ilha de Páscoa, território do Peru.

     No Brasil, os primeiros casos começaram a aparecer em abril de 2015, nos estados do nordeste. No território brasileiro encontrou condições propícias para sua transmissão através do mosquito Aedes Aegypti, que também está associado a transmissão de dois outros vírus: da Dengue e da Chikungunya. Em outubro de 2015, no estado de Pernambuco foram notificados aumento dos casos de microcefalia quando comparado a médias históricas, esse fato chamou atenção das autoridades sanitárias e passou-se a estudar uma possível relação dos casos de microcefalia com grávidas que haviam apresentado sinais e sintomas de infecção por Zika vírus no início da gestação.

     No início havia muita dúvida quanto a essa associação, mas hoje sabemos que é extremamente forte a relação entre a microcefalia e infecção por Zika vírus no início da gravidez, o que reforça esse fato é o trabalho publicado numa das revistas de maior renome no meio médico o jornal New England Journal of Medicine, onde pesquisadores slovênios isolaram partículas do vírus Zika no tecido cerebral de um feto, após a interrupção da gestação de um a mulher que esteve no Brasil no período de epidemia de Zika vírus e apresentou sinais e sintomas da infeção pelo menos na 13a semana da gestação.

     Ainda há especulação de como o Zika vírus causaria os danos cerebrais nos fetos. Recentemente, um trabalho publicado na revista The Lancet aponta duas principais teorias: a primeira que o vírus pelo seu neurotropismo alcançaria a circulação fetal através da placenta e atacaria diretamente o tecido cerebral causando a microcefalia e outras alterações encontradas como a lisencefalia e as calcificações; a segunda teoria sugere que a infecção pelo vírus Zika causaria uma alteração na placenta que liberaria moduladores genéticos que agiriam no cérebro em formação do feto acarretando tais malformações. 

    Muitas dúvidas pairam sobre essa questão e deverão ser solucionadas ao longo do tempo e através de muitas pesquisas. Do ponto de vistas prático é importante salientar para mulheres em período reprodutivo que se possível optarem por aguardar um momento oportuno para engravidarem, já aquelas que desejam engravidar por qualquer razão, devem tomar precauções de evitar a picada do mosquito Aedes, ou seja usar repelentes certificados pela ANVISA, usar roupas de mangas longas, calças, meias, utilizar telas nas casas e evitar objetos que possam juntar água parada no seu domicílio ou próximo a ele. No caso das mulheres que já estão grávidas, se apresentarem febre, dor nas articulações, conjuntivite, manchas pelo corpo deverão procurar auxílio médico para que medidas sejam tomadas. Para aqueles que receberam o diagnóstico de infecção ou suspeita é importante que se protejam com repelentes para evitar a transmissão dessa doença.



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